A moda, juntamente com a música, sempre foi um fator determinante na identificação da cultura de rua. Com o tempo, o jeito de se vestir (e como se vestir) foi sendo modificado de acordo com a chegada de novas formas de se atualizar – principalmente a internet, do que estaria em evidência para se usar nos rolês, e de uma coisa não temos dúvidas: o streetwear nunca esteve tão poderoso como está agora.

Nos últimos anos, é notável que esse estilo ganhou cada vez mais espaço nos guarda-roupas, e com essa aderência em massa, obviamente, as grandes assinaturas começaram a ceder espaços nos seus showrooms para que as marcas que vestiam apenas os asfaltos começassem também a enfeitar passarelas das semanas de moda. E assim aconteceu: as grifes abraçaram a ideia, causando uma correria dos fashionistas, blogueiros e digitais influencers até as lojas, num frisson contra o tempo em competição de quem anunciaria primeiro ao Instagram suas novas peças.

A supervalorização de algumas marcas e estilos fizeram o mundo inteiro direcionar seus olhos a essa onda de tendências, criando signos e símbolos específicos que tomaram proporções inimagináveis dentro do mercado, e obviamente, os preços acompanharam essa subida. Com toda essa exposição, virou uma subcultura vestir uma logo. A Supreme, por exemplo, começou como uma marca de camisetas para skatistas em NY nos anos 90, hoje se encontra fechando collabs com grandes grifes, como em 2017, com a Louis Vuitton, sendo hoje uma das mais conhecidas e cobiçadas para se trajar.

Começou aí o efeito do que o capitalismo tem de melhor a nos oferecer: opções. Quem não tem grana para comprar as verdadeiras, tem várias opções de pedir seu “pano” em sites e perfis espalhados pela internet com a promessa de qualidade mais próxima dos produtos originais. Toda essa ambição para trajar kits criou uma verdadeira indústria de falsificação e venda de artigos pirateados. Ao buscar por preços de marcas (seja streetwear ou sportwear) pode se encontrar uma disparidade de preços quase cômica dos produtos. Tênis Adidas, Jaquetas Palace e moletons da Vlone podem ser encontrados facilmente em alguns igs no Instagram por menos de R$ 150,00, além de tapes (fitas decorativas) da Off White, que são fáceis de serem encontrados no AliExpress. Sem contar com as camisas da Gucci, última febre nas redes sociais, que giram em torno de R$ 2.300,00, vendidas por uma bagatela de R$ 140,00 em alguns perfis de compras nacionais.

Explanar o hábito de compra desse produto não tem a ver com menosprezar ou julgar a liberdade de compra de nenhum leitor. O que levou isso a ser publicado foi a consciência que a cultura de rua vem se expandindo cada vez mais e provocando diversos e mais diferentes comportamentos no que se diz respeito da forma como cada um encontra de se comunicar e se mostrar para o mundo. O hype se tornou inerente ao individuo que curte usar da moda como ferramenta de expressão, alguns tem a possibilidade de desembolsar o preço estabelecido nas etiquetas, outros fazem o seu corre. “Cada um com seu poder”.

 

 

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